
Vendo as imagens acima, podemos ver que a Apple criou um novo conceito de interação com o usuário. O aparelho não possui teclas. No lugar, uma tela de 8,8 cm sensível ao toque exibindo ícones coloridos. Seu design e visual são elegantes e muito agradáveis. A navegabilidade é intuitiva, basta tocar a tela com os dedos para executar as funções desejadas.
O proprietário pode colocar a imagem que desejar como fundo de tela, como podemos ver acima no exemplo dos peixes, e o aparelho exibirá sobre ela a faixa com a data e hora, indicadores do volume e bateria, um botão de acesso ao menu e um local onde o usuário pode deslizar o dedo para destravar o aparelho.
O aparelho possui 115 milímetros de comprimento, 61 milímetros de largura e 11,6 milímetros de profundidade.

Ao receber uma ligação, o aparelho exibe várias opções ao usuário, as quais podem ser selecionadas com um simples toque. Um sensor identifica quando o aparelho é levado ao ouvido para se atender a ligação.
Nesse instante, ele desliga a tela para economizar energia e evitar toques involuntários.

Ao se movimentar o iPhone da vertical para a horizontal, a imagem na tela automaticamente se acomoda à nova posição. A mudança é feita por um sensor de movimento. Caso o usuário deseje amplia-la, basta tocar o visor com o polegar e o dedo indicador em forma de pinça fechada e, ainda em contato com o visor, abri-los deslizando ambos os dedos pelo visor. O movimento inverso, fechando ambos os dedos, faz com que a imagem seja reduzida.

Para se procurar uma música no aparelho, basta entrar no arquivo de canções e deslizar o dedo sobre a tela. As capas dos discos desfilam pelo visor. Com um novo toque sobre o CD escolhido, o aparelho exibe a lista de canções do disco selecionado e, com dois toques rápidos sobre a música desejada, o aparelho começa a reproduzi-la.

O usuário pode visualizar páginas da internet no aparelho com alta qualidade visual e o mouse é substituído pelo toque dos dedos. As imagens dos sites podem ser ampliadas com dois toques do dedo na tela sobre elas. A leitura das páginas é feita na vertical e na horizontal. O iPhone é multitarefa, consulta-se a web ao mesmo tempo em que os e-mails são baixados em segundo plano, ou seja, sem que o usuário perceba.
Para se digitar um e-mail, o iPhone exibe um teclado na tela e os e-mails são facilmente visualizados graças aos recursos visuais.
No mercado existem muitos outros aparelhos que também possuem as mesmas funcionalidades. Eu mesmo ganhei um SmatPhone Qtek que vem com o Windows Mobile 5.0 com 64Mb de RAM. Ele possui muitas das funcionalidades apresentadas e ainda permite que qualquer desenvolvedor Microsoft ou Java crie aplicativos e os execute no aparelho. No entanto o objetivo dessa matéria é apresentar as possibilidades para o futuro.
Quantos conseguem ver um controle remoto ao olhar para as fotos do iPhone?
Um painel sem teclas permitiria controlar diversos dispositivos, tais como televisores, DVDs, home theaters, aparelhos de som e até mesmo interruptores de luz. Imagine uma tela de menu inicial com a lista de dispositivos que você possui em casa representado por ícones. Basta clicar sobre um deles para mudar o visor do aparelho, apresentando as opções do dispositivo desejado.
Imagine as facilidades que tal dispositivo traria sendo usado com a TV Digital. Atualmente, quem desenvolve aplicativos para a TV Digital deve levar em conta as opções que o teclado dos controles remotos disponibiliza. Com um aparelho sem teclas, os desenvolvedores podem eliminar as limitações impostas pelos antigos controles remotos, construindo programas que podem ser baixados nos novos controles. Tais programas oferecerão alternativas de interatividade jamais vistas e com visuais e navegabilidade jamais experimentados. Ao invés de digitar o número do canal, porque não escolhê-lo clicando sobre o ícone?
Conecte o controle remoto ao aparelho de telefone da casa e, quando estiver assistindo a um filme e o telefone tocar, programe a função de atender o telefone de uma forma que ele baixe o volume da TV e pause o filme do DVD para que você não perca nenhuma parte. Assim que desligar, o filme volta a ser exibido e o volume é aumentado novamente, tudo com apenas um clique e um só aparelho. Melhor ainda, sem fios.
Os futuros aparelhos de televisão e os decodificadores de sinais das empresas de televisão por assinatura serão capazes de gravar programas (filmes, seriados, desenhos, documentários etc...) para que possamos assitir posteriormente. O controle remoto poderá controlar todas essas funcionalidades facilmente.
Esse seria um mundo maravilhoso, no entanto, uma das maiores vantagens desse novo mundo tecnológico ainda não foi comentado. Todos os programas (conteúdos) produzidos para a TV digital possuem um diferencial que vai além da qualidade de áudio e vídeo, são os dados. Quando uma empresa transmitir o comercial de um produto, ela poderá transmitir, além do comercial, uma série de informações sobre o produto, seu fabricante, rede de lojas e todo o tipo de conteúdo referente àquele produto. Com um controle remoto comum, o acesso a essas informações se limitaria a clicar em botões de OK, setas para baixo, para cima e para os lados. Com um controle remoto sem teclas, esse acesso pode ser muito mais fácil e, por que não dizer, aprimorado ou evoluído.
Esses e muitos outros recursos poderiam ser criados com a adoção de tecnologias como as apresentadas no iPhone. Seria possível até colocar uma pequena câmera para reconhecimento de íris ou um scanner de digital, podendo identificar qual o usuário que está assistindo o televisor e, comunicando-se com o aparelho de TV, configurar o televisor de acordo com suas preferências.
O futuro está mais próximo do que imaginam. Acredito que tais recursos expostos nesse pequeno artigo estarão disponíveis em menos de cinco anos, mas só o tempo dirá.
O que vocês acham?